O avanço da modernidade, a falta de tempo e a escolha por alimentos de rápido preparo e fácil acesso, a necessidade de adaptar-se as novas situações do dia a dia, levam a escolhas que muitas vezes não se preocupam com a qualidade alimentar preferindo refeições baratas e convenientes. Essas transformações que vem acontecendo com os padrões de vida da população e suas escolhas levam a novas pesquisas voltadas para a educação nutricional, com o intuito de estimular a alimentação adequada, evitando assim doenças que são consequências de hábitos de vida desregrados.
Mas o que é educação nutricional?
Para entender o que é educação nutricional precisamos primeiramente saber o que é educação.
Segundo BARROS, educar é criar possibilidades para a produção ou construção do conhecimento pelo próprio indivíduo. Para que isso ocorra, a pessoa que transmite a mensagem (o facilitador) precisa respeitar a individualidade de cada participante e aproveitar suas vivências e experiências no ato de educar. Só assim é possível fazer a ponte entre os conhecimentos que o educando já adquiriu ao longo da vida e os conhecimentos técnicos e acadêmicos
Sendo assim, a educação nutricional são ensinamentos que almejam promoção a saúde dos indivíduos. Elas proporcionam um maior conhecimento sobre a alimentação adequada para estimular a população a um estilo de vida saudável.
São nos primeiros anos de vida que os hábitos alimentares são formados e este vão sendo levados ao longo do tempo, que podem influenciar o indivíduo de diversas formas, levando muitas vezes ao aparecimento de doenças relacionadas á alimentação, como obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e outras. Mas uma mudança de hábitos necessita de motivação e o educador nutricional é quem pode possibilitar esta motivação.
A educação alimentar na infância tem um papel fundamental no desenvolvimento do individuo, muitas instituições de ensino tanto particulares quanto públicas já inserem em suas aulas a pauta educação nutricional no ensino fundamental, estimulando assim, a compreender a importância de se ingerir alimentos saudáveis e naturais para se ter boa saúde, despertando assim a pratica por novos hábitos na escola e na família.
Já no caso dos adultos este processo é mais dificultoso, pois as pessoas possuem costumes e preferências que muitas vezes se recusam a modificar. Como influenciar uma pessoa a se desvencilhar de escolhas antigas e a iniciar novos hábitos modificando, muitas vezes, também o seu cotidiano. Coisas que muitas vezes eram rotineiras acabam sendo até proibidas ou realizadas ocasionalmente, por exemplo, saborear um doce depois do almoço ou todo o final de semana comer um lanche na sua lanchonete preferida.
A educação alimentar exige disciplina e vontade própria, não deve ser apenas uma obrigatoriedade, mas deve também proporcionar prazer ao individuo que opta por este caminho. A imposição como método provoca mais desistência do que adesão dos envolvidos e coerentemente muitas vezes revolta.
O educador nutricional deve fornecer apoio emocional, conversar com o seu paciente saber sobre seu dia a dia e suas preferências alimentares antes de lhe oferecer uma nova rotina é imprescindível escutar antes de falar e entender antes questionar é crucial que o educador crie um vinculo com seu paciente, fazendo com que ele se sinta mais à vontade e motivado para as novas mudanças que irão acontecer e também possa ter paciência para colher os frutos de seu novo conhecimento a médio ou longo prazo.
Somente desta forma poderemos mudar positivamente o comportamento da população. Ensinando cada pessoa a compreender que suas escolhas alimentares fazem diferença em seu bem estar e que suas opções hoje podem melhorar ou comprometer sua qualidade de vida.

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